Imprensa

O novo «Wiesbadener» contém entrevistas com Anna Bieler e outros artistas no trabalho e situação viva durante a pandemia
entrevista página 1
engtrevista página 2

https://www.allgemeine-zeitung.de/artikel_20521005

Artigos sobre a exposição Neosurreale Lebenswelten no Kunstverein Ingelheim

“ Anna Bieler ha sido distinguida con el premio Innovarte en el segundo certamen LATETRA, en el apartado reservado a los artistas no residentes en Cuba. El jurado destaca en la obra de pequeño formato La Chamana, realizada en técnica mixta sobre papel, su calidad pictórica basada en una composición muy equilibrada y de gran vibración cromática.

La brillante figura femenina atemporal y sabia, parece disfrutar de la posesión de ancestrales secretos tribales…”

 Unión Nacional de Escritores y Artistas de Cuba, el 13.12.18

Artigo de Anja Baumgart-Pietsch sobre a exposição STÖRFELDER de 4 de abril 2019

https://www.wiesbadener-kurier.de/lokales/wiesbaden/nachrichten-wiesbaden/gruppenausstellung-störfelder-des-bunds-bildender-künstler-in-wiesbaden

Rhein-Main Presse 4.4.2019

Exposición LA Tetra en la sala Rubén Suárez Quidielo, Mayabeque, Cuba, impresiónes

https://www.youtube.com/watch?v=9BM5S1lLpsE&t=15s

Exposición LaTetra, boletín y entrevistas

https://www.youtube.com/watch?v=xQ11X38dlA0

Wiesbadener III 2018 Titel

Wiesbadener III 2018 Anna Bieler

Artikel von Hendrik Jung im Wiesbadener Kurier/Tagblatt

Anna Bieler geht es bei ihren Bildern um menschliche Befindlichkeiten, Verhalten und Zustände

Von Hendrik Jung am 21.08.2018

Anna Bieler bei der Kunstausstellung im Schloss vor einem ihrer Werke. Foto: RMB/Wolfgang Kühner

WEHEN – Eine Berührung an der Wange lässt ein feurig-rotes Wesen entflammen. Ein kleines Mädchen schaukelt hingebungsvoll auf einem Fisch, der in den Ästen eines Baumes hängt. Ein Riese hält einen Fisch mit einem bunten Schuppen-Mosaik sanft in seinen Händen.

„Ich selber denke dabei nie an Geschichten“

Die Arbeiten der Wiesbadener Malerin Anna Bieler, die im Museum im Wehner Schloss in der Reihe Kunst aus der Region gezeigt werden, weisen eine vielgestaltige Bildsprache auf. „Es ist klar, dass die Leute in meinen Bildern Geschichten sehen. Ich selber denke dabei aber nie an Geschichten. Mir geht es immer um menschliche Befindlichkeiten, Verhalten und Zustände“, erläutert die 50-Jährige. „Vom Miteinander, vom Mensch-Sein“ lautet denn auch der Titel der Ausstellung, in der sich großformatige Ölgemälde auf Leinwand mit kleinen Aquarellen auf Papier abwechseln. Letztere sind dabei auf kleinem Raum nicht weniger ausdrucksstark. Ein Gesicht, das durch eine mit Schwarz, Weiß und Blau betonte Augenpartie maskenhaft wirkt, erscheint mit mal gekräuseltem, mal kubistisch dargestelltem Haupthaar ausgesprochen wild, blickt dem Betrachter aber mit freundlichem Lächeln entgegen.

Unter den Arbeiten, die von stark gezeichneten Charakteren, oft fantasievoll-fabelhaften Mischwesen bevölkert sind, fällt eine sehr aus dem Rahmen. Bei dem Bild mit dem Titel „Tod im Meer“ stehen zwei Quader übereinander vor einer Kulisse aus einer großen gelben Scheibe auf rotem Grund sowie ultramarinem Blau. Darunter ist schemenhaft eine zu einer Kugel zusammengerollte, menschliche Gestalt eingeritzt. Ein Motiv, das über das Schicksal von Flüchtenden, die im Meer ertrinken, hinausweisen soll. „Die Quader stehen für die Last des Materiellen, der Kreis für den Geist. Politisch zu sein, passiert anderswo, bei Demonstrationen auf der Straße. In der Kunst aber sehe ich es nicht als meine Aufgabe, politisch zu sein“, verdeutlicht Anna Bieler. Vielmehr liege ihr sehr daran, Positives in die Welt zu senden. Das kann ein freundlich-blaues Wesen sein, das glücklich mit einer großen Kugel in den Händen in einem mit Blättern ausgepolsterten Pflanzenkelch ruht. Das kann ein Geschöpf mit langen Haaren sein, das wie in einer Yoga-Asana mit nach oben gestrecktem Kopf am Strand liegt, sodass die Brandung und der Rücken die gleiche wellenförmige Krümmung aufweisen. Das kann aber auch ein hagerer, schwarz gekleideter Punker sein, neben dem ein voluminöser Geist schwebt, der in einen leuchtenden Anzug mit psychedelischer Musterung gewandet ist und schmunzelnd auf ihn hinabschaut. Mehrdeutig ist das Aquarell mit dem Titel „Sepp und sein Vogel“. Gleich zwei gefiederte Wesen lassen sich darauf ausmachen. Jedoch ist der Blick der menschlichen Figur mit derartiger Intensität ins Leere gerichtet, dass der Titel auch im übertragenen Sinn gemeint sein könnte. Auf jeden Fall bietet auch diese Arbeit einen idealen Auslöser dafür, aus dem Betrachten des Motivs heraus gedanklich eigene Geschichten zu entwickeln.

Wiesbadener Kurier, 17.02.2017
Wiesbadener III, 2016 Artikel “Des Menschen Theater”

Wiesbadener III, 2016

Pressespiegel tatorte Kunst  2016

Correio de Lagos, Novembro 2015

Wiesbadener 2015 “Fabelhafte Welten”

Wiesbadener 2015 Artikel

 

Wiesbadener Titel Kopie

Wiesbadener 2015 Artikel (1)-001

Wiesbadener, outono 2015

60 anos BBK de Wiesbaden

Artikel 60 Jahre BBK_ Birgitta Lamparth

60 anos de BBK Wiesbaden
Wiesbadener Kurier e Wiesbadener Tagblatt, Novembro 2015

Wiesbadener Outubro 2015
Wiesbadener,  Outubro 2015

Frankfurter Rundschau/Rhein-Main Outubro 2015
Frankfurter Rundschau/Rhein-Main
Outubro 2015

Frankfurter Rundschau/Rhein-Main, Outubro 2014
Frankfurter Rundschau/Rhein-Main, Outubro 2014

Wiesbadener I 2013 “Die positive Energie der Farben”

Wiesbadener 2013 Artikel

Titelstory aus dem WIESBADENER 01/2013 - Titel: Die positive Energie der Farben

Bildübergabe Palliativ-Station

Bildübergabe Markus-Krankenhaus 03/2013 - Titel: Ein Bild, das Kraft spenden soll

 Frankfurter Neue Presse, 03/2013

Wiesbaden I 2009 “Cor é Energia”

Artikel aus dem WIESBADENER 01/2009 - Titel: Farbe ist Energie

Tradução:

COR É ENERGIA

Anna Bieler – artista de Wiesbaden

“Ela quer criar quadros que não necessitem de qualquer explicação. Mas ao mesmo tempo deixa-nos perante quadros, nos quais é evidente existir uma história…” Este extracto do discurso de Siegfried Räth na abertura da exposição de Janeiro de 2008 “Neun im 9” no “Atelier Neun” em Mainz, expressa muito o poder de atracção dos quadros de Anna Bieler. Na verdade à primeira vista não precisam de explicação nenhuma – nós vimos e sentimos! Não precisamos de nenhuma explicação – a maior parte das vezes – a história aí inerente é para o observador evidente – evidentemente sensivel e talvez, sim, com certeza, conta a cada observador uma história própria. E talvez, sim de certeza absoluta, é aí que está a força de atracção dos quadros de Anna Bieler.

“Com 3 anos não tem dú vidas”.

Anna Bieler, nasceu em 1968 em Thessaloniki (Grécia), aí passou 5 anos da sua infância, deu depois uma saltada curta à Alemanha, para depois viver de 1977 até 1982 com os pais e irmão nas próximidades de Lisboa (Portugal). O regresso à Alemanha foi um choque. Depois da inspiração através da internacionalidade que a Escola Alemã em Portugal lhe proporcionou, o regresso para uma escola de uma cidade pequena provocou-lhe grande aperto e conflitos interiores e exteriores. A puberdade também não veio melhorar a situação. Anna Bieler, que se sente como alemã sem pátria alemã (“Eu na Alemanha não me sinto em casa, como no sul e ao pé do mar”) recusou o aperto da cidade pequena, mesmo assim acabou o liceu com êxito e seguiu o seu caminho – o caminho da artista – consequêntemente. Mas isso também nunca esteve em questão. “Com 3 anos não tem dúvidas”, isto escreve o pai sobre Anna, a criança, que já cedo de modo atrevido e consciente de si pede explicações aos pais. Quanto à arte já bem cedo não havia dúvidas para Anna. Muitas coisas precisam de algum tempo para se tirar decisões, mas com respeito à arte nunca teve dúvidas, que era isso que queria fazer.

“Conteúdo e cor sei intuitivamente. Quanto à forma, que lhes vou dar, tenho de lutar”.

Wilma-Maria Estelmann cita no seu discurso em Maio de 1999 Anna Bieler com as palavras “Conteúdo e cor sei intuitivamente. Quanto à forma, que lhes vou dar, tenho de lutar”. Pergunto se ainda é assim – 10 anos após esta afirmação – . “Provávelmente ainda é assim, mais ou menos. Contudo entretanto eu não diria tanto”luta”, mas talvez mais “jogo”, diz ela e esclarece: “Para cada quadro só existe uma forma que funciona. E essa tem de se encontrar. Isto faz parte da pintura, e se não me desse prazer fazer isso, então eu não o faria.. Através da experiência em pintar, que eu ganho no decorrer dos anos, sai-me cada vez mais fácil, encontrar a forma certa”. Anna Bieler não pinta temas politicos nos seus quadros. De propósito! “Eu não quero mostrar aquele mundo, que assim como assim se vê”.

“Para cada quadro só existe uma forma que funciona. E esta tem de se encontrar.”

Por vezes são necessários vários encontros com os quadros de Anna Bieler; talvez que a situação do quadro tenha que estar conforme com a situação do observador; talvez com cada encontro sejam postas e vistas outras prioridades. O segredo continua, o quadro atrás do quadro, a força das cores, os seres fabulosos! “Eu interpreto a realidade de várias maneiras!” Nos quadros de Anna Bieler a relação entre o mundo exterior e interior torna-se real. Anna Bieler pinta desde sempre. Nunca houve dúvida, se teria talvez seguido o caminho errado. “Mas eu também desde sempre que não pinto SÓ, eu tinha e tenho muitos outros interesses e pintar é o meu “trabalho” – a minha profissão”.

“Claridade e clareza são para mim importantes na vida”

Mora com o marido e 2 filhos num projecto de habitação no meio de Wiesbaden. Para o “trabalho” atravessa o Reno. O “Atelier Neun” em Mainz é o seu lugar de trabalho. Para Anna Bieler a separação entre as duas vidas é importante. A vida no projecto de habitação de Wiesbaden tráz vantagens claro para o mundo exterior(quotidiano), em relação ao seu trabalho não tem no entanto directamente importância nenhuma.

“Eu interpreto a realidade de várias maneiras!”

Distância entre a vida profissional e a vida privada é para ela importante. “Para mim é importante sair de casa e não me sentir mais como dona de casa mas sim como artista”. Por outro lado claro goza as vantagens, que ambas as cidades – cada uma da sua maneira – lhe têm para oferecer. Através da vida em Wiesbaden e do trabalho em Mainz oferecem-se claro à artista Anna Bieler sempre mais oportunidades de estar presente com os seus trabalhos. “Eu acho uma grande riqueza, o facto de me movimentar em ambas as cidades e de poder tirar proveito das vantagens delas e das diferentes cenas de arte e cultura.”

“Quando eu pinto um quadro, procuro atingir algo muito original, existêncial.”

Para Anna Bieler são os indivíduos importantes, os que a encontram e como a encontram, não por força o lugar onde se dá esse encontro. Quando ela pinta um quadro, o dia a dia da sua vida não tem qualquer significado. “Quando eu pinto um quadro, procuro atingir algo muito original, existêncial.” Por isso Anna Bieler utiliza formas claras, simples e de momento arquetipicas, cujas energias se expressam através das cores escolhidas. “O mundo espiritual manifesta-se nas cores – através da energia das cores. É por isso que eu utilizo na maior parte das vezes cores puras e muito muito branco.”

Podem-se ver obras de Anna Bieler em:
Galerie im Anderswo, Blücherstr.17, em Wiesbaden (15.05 – 03.07.09)
Lange Nacht de Museen em Mainz, Atelier Neun, Heidelbergerfassgasse 18 (06.06.2009)
Offene Ateliers em Westend/Wiesbaden (20/21.06.2009)

Mais sobre Anna Bieler, os seus quadros, as suas exposições encontra sob: www.annabieler.de

a variedade caracteriza o “Atelier neun”

Artikel der Mainzer Rhein Zeitung über das Atelier neun - Titel: Vielfalt prägt das Atelier neun

 Mainzer Rhein Zeitung, Februar 2009, Tradução:

A VARIEDADE CARACTERIZA O “ATELIER NEUN”

latas de spray, volantes de bicicletas, cavaletes: a MRZ apresenta a comunidade de artistas nas traseiras da Heidelbergerfassgasse 18

No “Atelier Neun” em Mainz trabalham vários artistas. O convívio é para eles um enriquecimento, mas sublinham a sua individualidade. O MRZ visitou a comunidade de artistas e vai apresentá-la.

MAINZ. A própria vida nas traseiras da casa, onde os artistas do estúdio comum”Atelier Neun” desde há já 15 anos trabalham, parece uma instalação enorme: Aqui encontram-se armazenados latas de spray ao lado de volantes de bicicletas, telas pintadas de fresco secam em cavaletes, num cabide está pendurada uma capa feita de cabelos humanos, os trabalhos da última exposição anual em Fevereiro dos 13 membros do estúdio ainda se podem em parte admirar no mesmo sitio na Heidelbergerfassgasse 18.

“Aqui ainda não se vê o caos total”, ri Barbara Annel, artista e único membro co-fundador restante do “Atelier Neun”. Para a exposição anual os membros do estúdio esvaziam os dois andares o melhor possivel, no decorrer do ano estas áreas enchem-se novamente com tudo o que artistas precisam para trabalhar. As necessidades de cada um são tão diferentes como os domínios em que eles trabalham: Desde a pintura à plástica, à instalação, ao design, à fotografia até à arquitectura estão assim quase todas as facetas da arte representadas na comunidade do estúdio. Todos os artistas necessitam no entanto de uma coisa: muito espaço para poder ser creativo, o que há em sobra nos andares do estúdio que mais parecem casarões. “Isto é uma sensação grandiosa , trabalhar nestas salas grandes. Alguns artistas criam aqui pela primeira vez obras de grande formato”. conta Eha Salla, que vem da Estônia e faz parte desde há sete anos da comunidade do estúdio. De momento trabalha em quadros cénicos cheios de contraste de cores, que parecem contar pequenas histórias sobre eles próprios. Annel membro co-fundador do estúdio ajudou ela mesma a arranjar o estúdio, pintou as paredes, instalou lâmpadas de luz do dia. Desde esses dias que o estúdio na cave aloja também a sala de ensaio para o conjunto”Two fishes in the big big sea”. No cantinho de Annel no estúdio nascem nesta altura estudos de movimentos desenhados para peças de balé.

Está tudo muito cheio na casa dos artistas, porém gaças aos ritmos diferentes de trabalho os membros do estúdio têm muitas vezes as salas só para si:”Eu estou aqui muitas vezes sózinha a trabalhar, e fico contente quando aparece alguém e não se está tão só”, confessa Anna Bieler. Ela pinta quadros em grande formato com cores fortes, que colocam o indivíduo e o estado dos seus sentimentos em primeiro plano. O que ela mais aprecia na vida do estúdio é a troca com os outros artistas, que dão novos impulsos ao seu trabalho. “O trabalho no estúdio é muito variado e vivo” aprova Beatrix Wagner. Ela faz as suas esculturas de cabelo humano no andar superior da casa. É aí que ela cria as suas obras de filigrana num processo que leva horas , que se parece com a produção de papel. Além disso, o facto de no estúdio se juntarem indivíduos de culturas diferentes, enriquece também a troca artistica: Eun-Wha Kim da Coreia ocupa-se intensivamente nas suas pinturas dinâmicas a preto e branco com as divergências entre a cultura oriental e ocidental, o caligrafista Adel Sudany reúne nas suas pinturas subtís caracteres árabes com arte abstracta.

Apesar de toda esta troca, os artistas do “Atelier Neun”ligam importância contudo à sua independência: “O ambiente no estúdio é relaxado, nós não somos um clube”, afirma Bieler. Ao que parece esta solidariedade relaxada só faz bem à creatividade.

O “Atelier Neun”, na Heidelbergerfassgasse 18, está aberto a 6 de Junho, por ocasião da “Langen Nacht der Museen”

Anna Bieler em Schlangenbad

De momento, é a claridade, que domina a imagem na Galeria Municipal de Schlangenbad. Isto é devido à pintura de Anna Bieler, que aí se pode apreciar. Através das cores primárias, que ela aclara, para maior intensidade do brilho,os quadros da pintora, nascida em 1968, na maioria de grande amplitude, expressam alegria. […]

A vida repleta, a evolução e crescimento marca o mundo da obra desta artista que tanto trabalha em Portugal como na Alemanha. Subconscientemente, como se fosse apenas um pequeno pico, insinua-se de vez em quando um antagonismo. Escondido atrás da máscara, mostra-se em “Im Paradies” o outro, o lado escuro. Porém este nunca assoma o poder. Ele está presente. Ele representa o seu papel, assiste ao Homem acabado de criar, ainda ingénuo. O inconsciente não desconcerta, é ele, pelo contrário, que leva ao equilibrio dos antagonismos. Através de colagem na pintura, Bieler sabe como juntar os conflitos numa luminosidade.

Wiesbadener Kurier, 06.03.2007

Anémonas de renda em frente da porta do Paraíso-Exposição do grupo de artistas“Atelier Neun“

[…] Após tanta pintura escura nos andares dos ateliés, os quadros a óleo encantadores-fantasmagóricos de Anna Bieler, colocam o mundo de novo sobe um sol do Paraíso alegre amarelo ardente. Cobra e peixe crescem deste Jardim de Edem, parcelado em vermelho e azul, emoldurado por pássaros-faunos fantásticos, até eles aproximando-se reciprocamente, parecerem estar a prumo. Porém um estalar atrevido nas raízes – como nos quadros da selva de Henri Rousseau – deixa prever que já deve passar das doze na floresta virgem. […]

 Allgemeine Zeitung Mainz, 22.11.2005

Exposição dupla cheia de emoção

[…] De qualquer modo a sua obra mostra uma individualidade e uma autênticidade, que impressionam espotâneamente. Excluiram-se as matizes mortiças; o que predomina, são cores claras e fortes. Anna Bieler abstrai o mundo das formas ainda reconhecível, principalmente o da mulher. Amor, gravidez, ser mãe e protecção sem limites estão entrelaçados na composição dos seus quadros, que aparecem cuidadosamente meditados. Quer sejam figuras como silhuetas que harmonizam, como no acto do amor, quer sejam cálices de pétalas que embatem de encontro uns aos outros, ondas que rolam através da obra. Seja qual fôr a temática que Anna Bieler escolhe, esta jovem artista embebe a sua obra com um calor e uma plenitude de formas e cores que não se podem expressar por palavras […]

 ESA (Descubra o Algarve), Abril de 2005

Pinturas arrebatem para mundos encantadores

Duas facetas parecem caracterizar as Pinturas de Anna Bieler, que de momento se podem ver na Galeria “Mennonitenkirche”: Por um lado dimensão, extensão e alegria, por outro um mundo de formas de abstracção. E ao mesmo tempo a jovem pintora emprega sobretudo cores vivas. Os quadros são dominados por poucas superfícies inteiras, radiantes e brilhantes – muitas vezes em vermelho escuro ardente, vermelhão (Zinnober) ou cor-de-laranja dourado, em contraste com matrizes frias de azul e roxo. Nada é arbitrário na obra de Anna Bieler. A artista dedica uma grande parte da fase de composição duma obra nova ao estudo intelectual da obra, o que para ela tanto significa como o mero trabalho artesanal. […]

O mundo é apresentado na sua sensualidade, as cores fortes agradam aos nossos sentimentos. São as cores de tudo o que rodeia o Homem. As cores do céu e da água, do fogo e do ar, das plantas e dos animais. As pinturas notáveis de Anna Bieler podem-se ver até 30 de Junho […]

 Rhein-Zeitung Neuwied, 31.05.2002

O mundo como jogo de cores

[…] Wilma-Maria Estelmann começou a introdução à obra da artista com o poema de Ingeborg Bachmann: “Explica-me, amor”. “Este poema ocorreu-me, quando eu comtemplei estes quadros pela primeira vez. Eles vêm duma profundidade escura-clara, como as imagens das palavras da poeta, a qual consegue expressar escuridão.” […]

Que o mundo seja apresentado na sua sensualidade, às vezes subtil, às vezes provocativamente nítido, no entanto nunca descaíndo em obscenidade, acentuou Wilma-Maria Estelmann. […]

”O que eu pinto é a alma do Homem, e nunca o Homem sentiu alguma vez tanto a falta de algo, como hoje da sua alma”, assim Anna Bieler sobre as suas pinturas. […]

“Forma e cor seguem os traços da realidade e deixam transparecer traços de uma outra realidade, longínqua, que um dia virá“, como escreveu Ingeborg Bachmann em ‘Um dia virá’, acabou Estelmann a sua palestra e inaugurou a exposição. […]

 Rhein-Neckar-Zeitung, 03.05.1999

Grandes formas e cores fortes

[…] Verdade é, que dos quadros da jovem artista esalta uma alegria pelas cores, que contagia. O observador não se consegue fartar de ver as formas singulares. Os olhos saltam daqui para ali, descobrem uma onda, uma asa de pássaro, um peito feminino, um olho, reconhecem um peixe e um sol, um falo e uma pétala. Noutros quadros prevê-se o ventre duma mulher, um tronco de uma árvore, sacudido pelo vento. Anna Bieler sabe excelentemente, como deixar ao observador espaço para a sua própria interpretação, através da abstracção de formas e cores. […]

O grande tema de Anna Bieler é o Homem na sua vitalidade e sensualidade, na sua desarmonia e contradição, o que se reflecte novamente nos seus quadros em quebras de estilo, que ela emprega com precisão: Um esboço rápido está ao lado duma imagem placativa, aquilo que foi delimitado cuidadosamente ao lado do confundido, um campo monocromo com azul ultramarino ao lado de caretas deslizando em vermelho fogo. “A artista domina o seu ofício”, afirma Wilma-Maria Estelmann. Ela domina tanto uma como outra e decidiu-se por uma espécie de pintura muito individual, que não corresponde por força ao gosto corrente pela arte. […]

 Fränkische Nachrichten, 03.05.1999

Para além do bom e do mau. As pinturas coloridas de Anna Bieler reflectem estados de espírito

“As cores não só simbolizam energia, elas são energia”, diz a artista Anna Bieler. […]

Com o emprego predilecto das cores primárias puras vermelho, amarelo e azul e de símbolos arquetípicos como o pássaro, o sol, mas também o peito feminino e o falo, a sua obra mostra paisagens da alma, que existem para além do bom e do mau. As suas pinturas de grande-formato fazem lembrar bandeiras de distritos espirituais ou mundos internos, que já não se encontrando mais à margem, recebem através das cores um direito a desenvolvimento. […]

Anna Bieler mostra uma selecção de quadros, que fascinam através da luminosidade das cores positivas e da moldagem sensual, por vezes até cheia de humor ou brincalhona. […]

 Kölner Stadtanzeiger, 08.09.1998

Sujeitinho atrevido com braços amarelos e orelhas vermelhas

Com que é que se parece um ‘Prilblumenmann’? Confesse: Você não sabe. Anna Bieler sabe. A jovem artista de Hessen desenha este sujeitinho atrevido com braços amarelos, cabeça verde, tronco azul, orelhas e genitais vermelhos. Certo é, que o ‘Prilblumenmann’ não é um homúnculo, o ambiente à sua volta é também tão colorido como ele próprio. A figura quase parece tornar-se um só com a natureza. […]

Anna Bieler interpreta o mundo como sendo um jogo de cores. A sua teoria de cores prefere amarelo, vermelho e azul. A estructura dos seus quadros a òleo e aguarelas, permanece neste caso com contornos constantes, evitando-se assim a mistura suave das matizes umas nas outras. Além do prazer no êxtase das cores a artista expõe o Homem na sua sexualidade. […]

A sensualidade do Homem implica um tanto de desarmonia. As mudanças de cor, muitas vezes repentinas, reflectem a contradição nas acções humanas. Homens e animais são transformados em corpos abstractos, a força das cores sopra-lhes uma energia mística de vida. […]

Bergische Landeszeitung, 08.09.1998